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Vale do São Francisco, 21 de Setembro de 2017
Seja Bem Vindo
Postado em 27/07/2017 às 08:16
O governo alimenta a 'farra' de privilégios, e a conta quem paga é o povo

O que era temido aconteceu: os brasileiros vão ter de pagar 10 bilhões de reais a mais nos cinco meses que restam deste ano para abastecer seus veículos com gasolina, etanol ou diesel. Mas isso não significa que os tanques vão ficar mais cheios. Na verdade, esses recursos irão para os cofres públicos. No dia 20 de julho, o governo anunciou a elevação das alíquotas dos impostos PIS e Cofins que incidem sobre os combustíveis, uma medida tomada para tentar atingir a meta fiscal de um déficit de 139 bilhões de reais neste ano.

A repercussão, no entanto, não será apenas para quem anda de carro, pois o encarecimento dos combustíveis afeta os serviços de transporte e, portanto, os custos das empresas país afora. O banco Safra já estima que a inflação deste ano será de 3,5%, e não mais de 3,1%, como esperava anteriormente. A consultoria MB Associados aposta que a taxa básica de juro cairá para 8,25% até dezembro, mas não aguarda novos cortes depois disso.

“Tanto a incerteza fiscal quanto a possibilidade de novos aumentos de impostos podem colocar o Banco Central novamente em modo cauteloso”, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB. Essa mudança retarda o impulso que a política monetária pode dar à recuperação econômica. E o que todos esses números mostram é que, diante da dificuldade de ajustar o orçamento oficial, a principal saída do governo é a mesma de sempre: tirar mais da população em geral.

Enquanto o Brasil passa pela maior crise de sua história, uma série de privilégios na máquina pública, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário continua incólume — e as corporações lutam para mantê-los. Essas regalias se traduzem em reajustes salariais acima da inflação, remunerações que ultrapassam 100 000 reais ao mês, auxílio-moradia para quem já tem casa própria e não se desloca entre cidades para trabalhar e pagamento de escola para os filhos.

É também o caso de órgãos que desperdiçam dinheiro público com aluguéis caríssimos em bairros nobres, nas diárias de empregados e nos serviços terceirizados. “Mudanças nessas coisas seriam importantes como disciplinadoras da gestão pública”, diz o ministro Dyogo Oliveira, do Planejamento. “Mas, para as contas públicas, o mais importante mesmo é atacar a despesa com a Previdência.”

Realmente, os privilégios isoladamente podem ter pouca representatividade. Mas juntos têm um efeito significativo. Um estudo da Consultoria de Orçamento e Fisca-lização Financeira da Câmara identificou 8 bilhões de reais em contas que o governo conseguiria economizar por ano se barrasse o aumento de despesas com passagens aéreas, compra de material de consumo e contratação de terceiros, por exemplo.




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