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Vale do São Francisco, 19 de Setembro de 2017
Seja Bem Vindo
Postado em 25/04/2017 às 22:28
O joio e o trigo nas licitações públicas

O meu texto de hoje foi motivado por um comentário que vi nas redes sociais. O comentário dizia assim:

“Não sei você, mas depois de tantas notícias, quando eu ouço que tal prefeitura ou câmara vai fazer uma "LICITAÇÃO"....logo penso: "SEIIIIIII".....”

 

Bem, embora seja irrelevante saber a autoria, por outro lado não podemos deixar de reconhecer que o comentário é a expressão de um sentimento geral que toma conta da sociedade, que anda ressabiada, desconfiada e decepcionada com a classe política brasileira  com assentos no executivo e no legislativo.

A “Operação Lava-Jato” que revelou um dos maiores escândalos e instalou uma crise moral sem precedentes na história do Brasil, escancarou um esquema de corrupção que já movimentou bilhões de reais em propinas pagas a deputados, senadores, prefeitos, governadores, através do “banco da propina” instalado nas hostes da Odebrecht, empreiteira que carrega o standart do bloco, que vem seguido de outras como OAS, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, UTC, Queiroz Galvão, Engevix, Camargo Correia, dentre outras.

O dinheiro tem origem nos vultosos contratos celebrados entre estas empreiteiras e órgãos estaduais e federais que fazem parte das “cotas políticas” dos beneficiários das propinas, e que, ao longo dos anos vêm protagonizando uma extensa e criminosa rede de conluios formados com o fim de fraudar as licitações e seus milionários contratos, lavando dinheiro sujo, cujo montante maior vem disfarçado de doações de campanha, que todos juram, de pés juntos, e em coro, que são perfeitamente legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral

É compreensível a indignação da sociedade, mas não devemos esquecer que, em qualquer situação, sempre devemos separar o joio do trigo, e nesse caso específico, cabe-nos identificar quem é o joio e quem é o trigo. Os dois guardam certa semelhança e são colhidos ao mesmo tempo, mas quando são peneirados, o vento se encarrega de espalhar o joio que é oco e mais leve, ficando apenas o trigo. O joio espalhado pelo vento é recolhido e queimado, logo, é a parte ruim e descartável da colheita.

Numa comparação com a situação abordada aqui, poderíamos dizer, sem medo de errar, que a classe política, que se vale de artifícios ilegais para obter vantagens e ficar rica, é representada pelo joio, enquanto que a parcela decente e honesta da sociedade é o trigo. E nessa mesma parcela estão os agentes públicos e as empresas que não fazem parte do joio, que não são varridos pelo vento, ou seja, que não se vendem, que não fraudam, que não se corrompem.

Infelizmente, quando se fala em licitações, inevitavelmente vem à tona toda essa bandalheira, mas nem tudo está perdido, ainda existe muita gente boa e honesta e o instituto das licitações ainda é algo no que se que se pode acreditar, apesar daqueles que se mancomunam para desmoralizá-la, para desacreditar as instituições e para colocar todos numa vala comum, mas estes terão o que merecem. O trigo sobreviverá.

Até outra!

 

Paulo Chancey

 

 




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